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sábado, 26 de novembro de 2011

Foi assim que aconteceu...

Por volta das 10h40 acordei de repente com a minha cadela a ladrar imenso. Não liguei porque ouvi depois a minha avó a dizer "anda cá, anda cá". Fui tomar banho e arranjar-me para ir trabalhar, quando o meu primo bateu à porta.
Primo: "Sabias que o Kovu foi atropelado?"
Eu: "O quê?" (senti um misto entre o "'tás a gozar" e o "caiu-me tudo ao chão").
Ele repetiu a afirmação: "O Kovu foi atropelado"
Eu: "A sério?"
Primo: "Sim, a Maria viu e pensou "Olha já foi"... tá lá em baixo, anda cá vê-lo".
Enquanto descia as escadas só relembrava as imagens vividas anos antes com a Kiara. Ela deitada na estrada, morta, com a cabeça cheia de sangue. Apesar de estar de saltos altos, parecia que corria de pantufas. Cheguei ao terraço e ele estava lá, deitado no chão.
Cheguei-me ao pé dele e ele arrastou-se para ao pé de mim, respondi-lhe o pedido de festinhas. Pedi/implorei ao meu primo que o levasse ao veterinário. Ele foi um querido e foi. Kovu que faz sempre que está assustado, e arrastou-se para dentro da casota. O meu primo chegou com uma manta, para fazermos de maca, para o pormos no carro. Tentei tirá-lo de lá de dentro mas ele gemia. Fui buscar aquilo que ele mais gosta na vida - comida. Mas ele não comeu... os meus olhos encheram-se de lágrimas porque se não queria comer era porque estava mesmo muito mal. Subi as escadas de volta a casa enquanto mandava mensagens ao namorado, mãe e irmão - Acho que nesta altura ainda não estava completamente em mim, parecia que estava lá mas não estava. O Namorado ligou-me e foi aí que voltei ao meu corpo e desatei a chorar e a dizer que não queria que ele morresse. Por mais estranho que pareça, pedi para que a namorada do meu irmão estivesse em casa para poder ter alguém com quem chorar - não estava. Chorei imenso durante uns bons minutos, mas tinha de me despachar, a camioneta não esperaria por mim e eu não podia faltar ao trabalho.
De óculos escuros, para poder chorar sem atrair atenções lá fui. A mãe ligou-me no caminho e eu só chorava. Estive agarrada o tempo todo ao telemóvel para ver se o meu primo me ligava com notícias...
Por volta das 14h30 recebi um telefonema da minha mãe com o estado da situação: anca partida em três sítios - provavelmente teria de ser operado, sangue na urina, estômago dilatado por causa do embate e urina no fígado, e que teria de ficar 2 dias internado. O veterinário disse que ele teve muita sorte e que era forte e que teria grandes chances de sobreviver e que foi essa robustez, e os seus 11kg, que fez com que sobrevivesse ao acidente. Chorei umas quantas vezes durante a tarde - as pessoas desejavam-me melhoras para a constipação. Saí do trabalho às 19h, mas já não podia ir vê-lo - o horário de visitas terminara às 18h. A minha mãe foi buscar-me ao metro e trouxe-me para casa do namorado.
Hoje fui vê-lo. Na viagem a mãe contou-me como foram as coisas (segundo testemunho da minha avó):
Ela estava sentada no sofá a ver televisão e a Nana começou a ladrar imenso e, porque os meus cães nunca ladram por nada, a minha avó levantou-se para ir ver o que se passava. Viu-o estendido na estrada. Chamou-o e ele arrastou-se, literalmente, até casa. Entretanto ela chamou o meu primo e ele foi-me chamar.
Foi horrível vê-lo ali. Tinha o um ar super triste - o que era estranho porque o costumo dizer que ele tem sempre um sorriso na cara (boca aberta de orelha a orelha, língua de fora, orelhas espetadas para cima e com um andar muito elegante). Tinha a pata ligada - por causa do soro e um cone de plástico na cabeça. Fiquei aliviada quando vi que estava a ser acompanhado por um vizinho meu que está no 3º ano de medicina veterinária. Abri a jaula e comecei a fazer-lhe festinhas. Saí para a minha mãe o cumprimentar mas ele só olhava para mim.
Mãe: "Vai tu para lá, ele não quer nada com ninguém sem seres tu"
Uma médica veio com uma tigelinha com água e disse para lhe darmos se conseguíssemos. Ao fim de alguns miminhos, e começando por molhar os dedos para ele lamber, lá consegui dar-lhe água e comida.
O Gonçalo, vizinho veterinário, disse que podia abrir a segunda porta e eu praticamente me pus na jaula com ele. Arrastou-se e deitou-se no meu colo, sempre com um ar infeliz, mas com melhorias desde que chegáramos. Começou a deitar sangue da patinha, sujando-me, e achei melhor voltar a pô-lo na posição em que estava. Quando o tirei de cima de mim, ele levantou-se e caiu para o lado (por não ter força na bacia). Chegou uma enfermeira e falámos com ela sobre o estado dele. Eu, que estava muito mais aliviada de o ver ali, vivo, a comer, voltei a ficar com o coração nas mãos quando ela disse "fizemos-lhe análises e o nível de glucose estava bom, e tudo o resto também, excepto o fígado e o facto de termos que o "ajudar" a fazer xixi porque ele não faz sozinho. Eu perguntei "Mas...ele vai ficar bem...não vai morrer, pois não?". Ela respondeu-me que ele tem um traumatismo hepático, que o choque do carro fez com que as enzimas, que deveriam situar-se no máximo nos 120, se espalhassem e ele tem mais de 1000, e que eles não sobrevivem sem o fígado. Disse que não podia dizer que ia ficar bem, porque dependia muito da recuperação dele...dependia se os níveis iam baixar até menos de 120 ou não. Por causa disto tudo, vai ter que ficar mais tempo internado - principalmente porque têm que lhe enfiar o tubinho na uretra para lhe retirar o xixi.
Tenho medo...muito medo.
Amanhã vou vê-lo novamente, ver se o facto de nós estarmos lá 20minutos com ele, faz com que a recuperação exista...
Mãe: "Ele adora-te. Tu és a dona dele. Eu posso fazer-lhe festinhas, ele pode gostar da avó, do primo e do mano... mas ele simplesmente adora-te".
E é verdade...lembro-me que tivemos sérios problemas durante a adolescência dele porque cada vez que me vi punha o "batom de fora" e se eu fosse uma cadela ele provavelmente me violaria (lol). Sem contar que eu sou a única pessoa que consegue dar-lhe festinhas e beijinhos no focinho.
É o meu cão...adoro-o tanto...não quero que ele morra...

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

O Kovu foi agora atropelado. Não mexe as patas traseiras e não está nada bem.....
O meu Primo foi com ele ao veterinário....
Não quero que ele morra...

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Home Spa Day

Sem alarme e sem horário para levantar, acordei e fiquei na ronha até às 10h40. Não me pesei, não tive coragem, mas olhei-me no espelho - e não gostei muito do que vi.

Aproveitei que, por causa da greve dos transportes, não ia trabalhar, e dediquei o dia a mim.
Comecei por um tratamento ultra-profundo ao cabelo. Lavei-o com água quente, pus queratina e deixei actuar por 15 minutos. Passei por água depois do tempo de repouso - como mandava nas instruções -, e aproveitei o tempo livre para fazer uma máscara super hidratante de 30 minutos. O meu cabelo ficou bonito e super macio.
Almocei o mesmo que jantei ontem, mas substituí a salada por sopa (e comi-a no inicio para saciar metade da fome e por completo a vontade de comer).
Na parte da tarde dediquei-me à depilação. Dói, é um facto. Mas a sensação do pós é tão boa para a auto-estima.
Há 1 hora atrás resolvi lanchar - pior erro do mundo tendo em conta que ainda estava a arrotar o almoço... mas provavelmente era mesmo esse o meu objectivo...
2 tigelas de leite quente magro com cereais. Hum...soube bem.
Fui fazer aquilo que de melhor faço. O objectivo era vomitar uma das tigelas de cereais, mas começou a sair tudo de uma vez, parecia que tinha litros e litros dentro do estômago e cada vez que os dedos tocavam na garganta 1l saía cá para fora. Vi os cereais, vi a banana, vi as batatas, vi carne, vi natas, vi o caldo verde... vi tudo e isso só me entusiasmava mais e mais, fazendo com que continuasse aquele jogo. 
Daqui a nada vou vestir-me e vou fazer uma pequena caminhada até à paragem onde passa a camioneta que, se não estiver de greve, me levará à Faculdade.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Vésperas de Greve Geral


Acordei mais cedo do que tinha planeado. Tapei a cabeça e tentei voltar a adormecer mas um paradoxo surgiu na minha cabeça. Por um lado queria obrigar-me a dormir mais, fazia-me bem ao corpo e à mente. Por outro lado se me levantasse mais cedo podia aumentar o número de episódios bulimicos planeados de 2 para 3.
Levantei-me, vesti um robe e um casaco de fato de treino por cima do pijama e calcei as minhas pantufas fofinhas. Abri o frigorífico e o armário da despensa para sondar o que haveria eu de comer e que valesse a pena vomitar. Cereais!!! Huumm, e já não comi leite com cereais à tanto tempo...
Leite magro, cereais de mel, caramelo e baunilha, 1 minuto no micro-ondas.
A 2ª dose era inevitável.
Vomitei e adorei fazê-lo. Vomitar cereais é a coisa mais fantástica que existe, mais giro que o fazer com gelados.

Uma hora depois era hora de almoçar, isto se os meus planos eram comer para vomitar. Comecei por um pão quente com queijo, passei para uma massa super saudável que a mãe tinha feito no dia anterior para jantar (com brócolos, cogumelos, camarões, rebentos de soja, coentros e lulinhas) com Coca-cola Zero, e acabei com 1 banana. Vomitei o mais que consegui, até a garganta doer.

E, afinal, foram apenas 2 vezes e não 3 como previ de manha. Supostamente hoje iria estar sozinha em casa mas a mãe resolveu ficar e fez o jantar para nós: bifinhos com natas, batatas fritas e salada.
Voltei a fazer uma coisa que me assusta seriamente, principalmente porque foram estes comportamentos que me fizeram engordar uns bons quilos num ápice: comer às escondidas.

Ontem à noite roubei 2 bolachas de aveia e chocolate antes de vir para a cama. Hoje muito silenciosamente comi um pão mergulhado no delicioso molho de natas e cebola da carne e escondi uma banana no bolso do robe antes de vir para a cama.

Neste momento não existe equilíbrio na minha vida. É tudo a 8 ou 80. Ou como tudo, ou não como mais que um iogurte líquido.

As boas notícias é que estou a gostar de estar a trabalhar alí. O chefe não é um amor de pessoa, o trabalho em si não é o sonho da minha vida, mas dá perfeitamente para conciliar com os estudos. Hoje, por exemplo, das 5h de expediente, estudei 4h e trabalhei 1h. E é assim...o importante é ter tudo feito e bem feito, se não tiver nada mais para fazer, tenho total liberdade para estudar. - Óptimo.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Horas depois...

...de ter orgulhosamente o postado o texto anterior, rendi-me e provoquei o vómito. Nada de especial mas aumentou 0.5 na minha contagem...

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Be Proud

Estou sozinha. Comi imenso. Não vomitei.

Descontrolada

Ontem e hoje as coisas descontrolaram-se um pouco - especialmente hoje.
Acordei cedo, fui trabalhar cedo e tive aulas até tarde. Cansada e com sono parece que o truque para me manter acordada é comer.
Hoje cheguei ao cúmulo de fazer 2 coisas, 1 delas que não fazia há cerca de 2 anos já.
1º Comprei comida. Comprei almoço. Comprei lanche. E nem sequer tinha fome - pura gula.
2º Jantei. Minutos depois voltei à cozinha e, em segredo, pus mais uma colher cheia de comida na boca.

Amanhã vou dormir. Mas amanhã vou estar sozinha. Das duas, uma: ou não como nada, ou como tudo e vomito a seguir.

domingo, 13 de novembro de 2011

Semana 7 a 13 de Novembro



Dia 7 – 53.4kg
13h30 – 1 iogurte magro – 58kcal
21h20 – Strogonof com batatas fritas + B! Limonada + 1 fatia pequena de pão-de-ló húmido.
Dia 8 – 52.8kg
13h45 – 1 iogurte magro – 53kcal
18h50 – 1 leite com chocolate light –
23h00 – 3 conchas de sopa de agrião (sem batata) + 2 tostinhas com sésamo com queijo creme
de ervas + B! Limonada + 1 fatia grande de pão-de-ló húmido.
.01h00 – 100 abdominais
Dia 9 – 52.7kg
12h00 – 3 conchas de sopa de agrião (sem batata) + 4 tostinhas com sésamo com queijo creme
de ervas + 1 donut coberto à B
.12h35 – 60 abdominais
21h00 – Rodízio de Carne grelhada + 2 rodelas de pepino + 1 colher sopa de ervilhas e feijão vede
+ 3 pães de queijo + sangria tinta + 25% sobremesa de lima
Dia 10
(dormi super mal. Acho que tive uma paragem de digestão, passei a nooite a beber água para ver
A comida se desfazia. Levantei-me às 8h00 e vomitei um bocado mas tinha que me ir embora. A
barriga estava tão inchada que as calças mal apertavam. Estava cheia como se tivesse acabo de jantar)
09h45 – 1 água com gás
17h50 – 1 iogurte magro
23h00 – Menú Mc Royal Cheese com batata grande e coca-cola zero


Ontem, sábado dia 12 de Novembro, fui a um casamento. Foi sem dúvida o melhor casamento a que já fui. Foi sem dúvida o casamento em que mais vomitei.
Foi a cerimónia e depois partiu-se logo o bolo e puseram umas entradas. Eu, que não tinha comido nada o dia inteiro (*orgulho*) fiquei super cheia com meia dúzia de coisinhas. O psicológico encarregou-se logo de me pôr instantaneamente mal disposta e a sentir o meu estômago prestes a explodir. Fui à casa-de-banho e pus os dedos na garganta. Uma só vez, um só vomito, pouca coisa saiu mas fiquei a sentir-me melhor comigo. Entrei nas palhaçadas das fotos e afins para ver se aquilo digeria antes do jantar e, principalmente, para ver se me esquecia.
O jantar estava mesmo bom, mas não conseguia terminar um prato completo.
Logo que os recém-casados abriram a pista de dança, fui dançar. Tinha que perder calorias, tinha que digerir o que tinha comido, tinha que me divertir e aproveitar a festa.
Acho que eram 1h quando decidi que não dava e fui vomitar. Aí sim vomitei imenso, provavelmente não tudo o que comi, mas acredito que a maior parte porque pouco depois deixei de sentir o sabor da comida quando arrotava (peço desculpa pela descrição).
O Namorado disse que estava gira, a mais gira da festa, e que por três vezes quis ir "buscar qualquer coisa ao carro". 

No entanto, esta semana preciso de ser mais dura. Esta semana praticamente não perdi peso por causa do que aconteceu no dia 9.

Boa semana a todas!

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

100


Acordei ao som do despertador por volta das 10h45. Estendi roupa e pus mais a lavar. Separei lençóis, toalhas e roupa interior e coloquei na máquina de secar.
Eram 11h20 quando fui tomar um duche quente - que sabe sempre tão melhor quando ouvimos a chuva forte lá fora. Pesei-me e vesti-me. Sorri quando vi que tinha perdido pouco mais que um quilo em dois dias e comer um iogurte magro + jantar. Admirei o meu corpo e é verdade que se nota ligeiras diferenças.
Fui estender a máquina que terminara de lavar ao 12h40. E de, repente, vi-me sem nada para fazer até às 13h00. Comecei a sentir-me ligeiramente ansiosa. O instinto natural foi mais que óbvio: o que raio pensa um obeso quando não tem mais nada para fazer? Pensa em comer. Abri o frigorifico e lembrei-me que a mãe trouxera carne com castanhas e batatas à padeira. Por um lado pensei em comer um bocadinho porque a mãe andavasse a queixar que me andava a alimentar mal e assim hoje podia dizer-lhe que tinha comido. Por outro lado, peguei num iogurte e num pacote inteiro de bolachas de aveia (que serviriam para um episódiozinho bulimico mais logo). 10minutos depois, fui buscar o iogurte e as bolachas e voltei a arrumar tudo no sitio. Abri o frigorifico e servi-me do tal prato que a mãe tinha trazido: muito muito pouco, sei lá, provavelmente 25% do que comeria numa situação "normal". Peguei num donut coberto de chocolate branco e fui apanhar a camioneta. Comi o donut e a culpa atingiu-me de repente, deitando-me abaixo. Comecei a entrar em pânico, olhava para todo o lado a ver se via uma casa-de-banho (para vomitar), sentia-me a aumentar e de repente as calças que estavam largas apertaram e parecia que os botões da gabardine iam saltar a qualquer momento. Cheguei ao trabalho e fui à casa-de-banho - super gente e não havia casas-de-banho com trinco disponíveis. Procurei outra mas estava igual. Tentei não pensar nisso. Pus uma pastilha na boca e acalmei-me dizendo para mim própria "Calma, é como se trocasses...ontem comeste um iogurte e jantar normal, hoje almoçaste e logo bebes um iogurte". E o meu tamanho voltou ao matinal. As calças voltaram a estar ligeiramente largas e a barriga encolheu.
Ia ter uma reunião hoje à noite mas foi desmarcada. A minha preocupação foi certificar-me que a minha mãe não viria para casa e que podia planear aquilo.
Na camioneta, apesar de ter almoçado, senti-me cansada e fraca. Senti-me feliz. Pode parecer doentio mas sentir-me fraca faz-me sentir feliz, faz-me sentir mais magra.
Cheguei a casa às 21h e corri pela casa, abri as portas e falei com as paredes para ver se estava sozinha. Saltei de felicidade (literalmente) quando vi que estava sozinha. Comi um bolinho com chocolate (tipo croissant mas diferente) e pus uma pizza a fazer. Finalizei com uma banana e mais um pãozinho/bolinho daqueles. Vomitei até o sabor amargo do suco gastrico me magoar a garganta. Bebi um gole de água, pus uma pastilha na boca e fui fazer uns abdominais (100). Fui ao computador jogar 5 minutos e aqueci água para pôr no saco de água quente (tá frrrrio). Voltei para o quarto e um arroto tinha ainda o sabor da pizza - "Afinal ainda não foi tudo". Pus os dedos na garganta de novo e o ácido queimou-me na garganta. Repeti o gesto mais uma vez e desisti. Mais 2 goles de água e mais uma pastilha de menta para refrescar.
Despi-me e pesei-me cheia de medo do número que ia aparecer na balança despois do dia de hoje. "52.8kg? 100g? Nice" - Fiz uma dança no espelho para comemorar (demorou 1 segundo porque vi a figura ridicula que estava a fazer).

GR8

Estou bem. Estou muito bem. Aquela noite foi perfeita... É certo que as coisas não correram bem e que me vi obrigada a vomitar, mas a verdade é que agora tudo está bem.
Bebo um iogurte magro líquido entre as 15h e as 16h30 e depois janto. Aguento-me muito bem (principalmente se tiver pastilhas - já me reabasteci com 6 pacotes) e sinto-me feliz assim. Leve, sem culpas...
O melhor é que parece que de repente perdi 10kg. O cinto vai ao último buraco, as calças folgaram e a barriga está mais lisa (dentro dos possíveis).
Há 2 meses que estou com o período...se calhar convinha ir ao médico - qualquer dia estou anémica!

PS - Perdi cerca de 500g de ontem para hoje - Nada de mais para uns, para mim é óptimo!

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Feriado

Ontem era uma da manhã quando me levantei para ir vomitar. 50% da culpa foi minha, mas os outros 50% foram só indirectamente.
O dia foi o típico dia de feriado: sentada no sofá com mantinha por cima e absorver todos os filmes que passaram no canal 3.
No pequeno-almoço, por volta das 9h, bebi um copo de leite magro e um donut coberto.
Ao almoço cozi esparguete, fritei 2 ovos e 1 fatia de carne assada + 1 diospiro.
Ao lanche rendi-me ao belo do queijo com marmelada.
Na hora de jantar apetecia-me sopa ou uma salada com gambas mas não tinha nem legumes, nem vegetais sem ser cenoura. Fiz uns crepes de legumes e uma salada de cenoura e maça. Estava óptimo.

Toda a gente sabe e conhece o meu vicio por pastilhas elásticas. E quando digo vicio, é mesmo vicio. Eu fico a ressacar quando não tenho pastilhas. Fico ansiosa e agressiva ou simplesmente apática. Assim que ponho uma pastilha na boca é como que uma corrente eléctrica de prazer passa-se por todas as veias do meu corpo. E depois da refeição é uma das melhores alturas para pôr uma na boca. (*parece que estou a falar de tabaco ou drogas mas é mesmo pastilhas elásticas*).
Ontem, por acaso, só tinha uma caixa de pastilhas - Trident Fruit perdem o sabor muito rapidamente e, por isso, eram 15h e o pacote estava vazio. Outro efeito da ressaca é comer, comer e comer - preciso de mastigar e não há pastilhas por isso como. Lanchei o queijo com marmelada e mordisquei a bracelete do relógio.

Fui-me deitar por volta das 22h e estava tudo bem até por volta das 24h. O meu estômago estava pesado, como se por ter comido demais, o meu corpo não conseguir fazer a digestão e ter tudo ainda por digerir. Estava desconfortável. Respirava fundo e virava-me de um lado para o outro para encontrar uma posição mais confortável. Virei-me de barriga para cima e vi tudo a andar à roda: "A comida não nos põe tontas e fracas, o teu mal é sono" disse para mim mesma para tentar não pensar nisso.
Uma hora nesta ginástica mental não aguentei. Fui para a casa de banho e sem fazer barulho (o mano dorme no quarto ao lado e se eu o ouço ele também me ouve a mim) pus os dedos na garganta e desatei a vomitar. Afinal fiz a digestão até ao almoço. Ainda consegui sentir o sabor do queijo e o jantar estava lá todo. Levei a ordem do silêncio muito a sério: não se ouvia um único suspiro, era como se estivesse a dormir. Vomitei no lavatório por causa do barulho do autoclismo, assoei-me o mais silenciosamente possível. Correu tudo bem.
Fui deitar-me e só acordei hoje de manhã com a chuva a bater nos vidros do quarto.